Domingo, Novembro 19, 2006
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[8:31 PM]
cinema em casa
Férias da Minha Vida
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[8:23 PM]
tentativa de retomada
De Volta...
Depois desse um ano de inverno, O Arteiro sacode a poeira, tira a teia de aranha, e começa a se alongar. Pode ser um recomeço. Ou não. O fato é que a proposta é exercitar a interatividade. Por favor comentem. Ah, mas antes preciso divulgar que voltei. Questão de tempo! Blogs e Bligs tem sido um exercício. Que o hábito não morra. Se eu sumir daqui, me procure no www.mundu.blig.ig.com.br ou no www.sobremesa.blogger.com.br ou no www.fotolog.com/rafaelmm ou no www.ufv.br/cafecompapo . Viu só? Esse tempo que sumi não fiquei parado... continuo arteiro... rss...
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Sexta-feira, Junho 10, 2005
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[7:27 PM]
BLOG ENCUBADO
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Sexta-feira, Março 18, 2005
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[7:38 PM]
Não sei se todos sabem, mas meu sobrenome é indigena, quando perguntado não sei como explicar a origem dele, sempre acabo falando que um tatataravô roubou uma indía e casou. Via orkut, uma prima de algum grau deu algumas explicações quanto a origem do meu sobrenome. Ai está:
Um pouco da história dos índios Munduruku
 Os Munduruku dominavam boa parte do Estado do Pará. A língua desses índios é parente da língua tupi.
Os primeiros contatos com os Munduruku datam de 1768. Esses índios eram guerreiros respeitados até pelos portugueses, que lhes pediam ajuda para enfrentar povos inimigos.
Os Munduruku se expandiram pelas regiões dos rios Tapajós e Madeira. Suas expedições guerreiras chegaram a alcançar o Xingu e o Tocantins, indo até os limites orientais (a leste) da floresta Amazônica. Depois de 1851, os Munduruku de Tapajós e Madeira começaram aos poucos a fazer parte da população brasileira.
Inimigos dos Munduruku viravam troféus
Os índios Munduruku ficaram famosos em diversas histórias.Uma delas conta que esses índios guerreiros cortavam as cabeças dos inimigos mortos, retiravam o cérebro, os olhos e a língua. Em seguida, mergulhavam as cabeças no óleo de uma planta chamada andiroba e punham as cabeças para secar. Depois, enfeitavam as cabeças com penas e as espetavam em pedaços de paus. Essas cabeças tornavam-se então ``Pariuá-á'', os mais valiosos troféus de guerra dos Munduruku.
Cultura Munduruku desapareceu aos poucos
Para viver, os Munduruku colhiam os produtos naturais da terra e faziam farinha. Depois, mudaram para a extração da borracha. Em 1875, havia 18 mil índios Munduruku vivendo em 32 malocas. A população foi diminuindo a partir de 1912.
Os Munduruku iam trabalhar especialmente na extração da borracha. Eles não voltavam para as aldeias e nem criavam outras. Por isso, sua cultura foi desaparecendo.
O que mudou na cultura dos Munduruku
Nos anos 70, o povo Munduruku tinha uma população entre 1.400 a 1.600 índios, espalhados pela reserva Mundurucânia. Nessa época, faziam comércio de peles de animais e trabalhavam na garimpagem.
Para ganhar dinheiro, eles saíam das aldeias e iam para os garimpos de ouro de Teles Pires, rio das Tropas e Cabruá.
Com o dinheiro, podiam comprar relógios de pulso e rádios, entre outras coisas. Quando voltavam, sua gente ficava contente como antigamente ficava quando os guerreiros voltavam das guerras empunhando cabeças - troféus.
Cássia Munduruca
Foto:India Munduruku - Luis Fernando Sadek/1989
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[7:02 PM]
cinema em casa
Irreversível
 Com a fabulosa Mônica Belucci e Vicent Cassel, é um filme que termina feliz, mas que não podemos dizer propriamente que ele tem um final feliz. Não entendeu? Então vai ter que assistir. O filme é imprescionante, há algumas cenas que chocam, e a forma como elas foram filmadas as tornam mais impressionante, em plano sequência, ou seja, não há cortes. Vale muito a pena.
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Segunda-feira, Março 07, 2005
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[10:20 AM]
outras idéias, outros arteiros
Da pedra polida ao cyborg
No princípio o homem se alimentava de frutas e animais mortos, era nômade e toda vez que a comida lhe faltasse ele ia em busca dela. Um dia o homo sapiens percebeu que seu polegar opositor poderia segurar as coisas com mais precisão, e passou a pesquisar e transformar o material que passava entre seus dedos. Essa transformação do material trouxe a lança de pedra rachada, mais tarde, a lança de pedra polida, artesanatos, armas e objetos. O homem foi percebendo sua volta e construindo "trecos" que facilitariam sua sobrevivência. O homo sapiens se instrumentalizou. Seus objetos de caça eram tão importantes que algumas comunidades enterravam seus mortos com seus objetos de uso pessoal acreditando que poderiam utiliza-los em experiências metafísicas.
Com o passar do tempo os objetos de uso pessoal tornaram-se tão importantes que passaram a ser carregados para todo e qualquer lugar na eminência de alguma necessidade. Determinados objetos eram tão importantes que praticamente nunca eram deixados de lado, pouco a pouco esses objetos foram se tornando extensões do corpo.
O corpo do homo sapiens que agora já era homo sapiens sapiens já não era mais suficiente para as necessidades que ele conquistou, ele criou objetos que facilitavam, mas esses objetos que criavam mais possibilidades também traziam mais questões a serem implementadas. Ocorre que o homem passa a buscar, cada vez mais, a facilidade e a rapidez para aquilo que ele pretende produzir, conseqüentemente coloca seu polegar opositor para funcionar e transforma o já transformado em mecanismos, máquinas que trabalham e aumentam as possibilidades.
Nunca contente o homem implementa essas máquinas otimizando-as e diminuindo seu tamanho. Cada vez mais esses mecanismos, agora pequenos e fundamentais passam a ser tão importantes que não são deixados de lado, tornan-se extensões mecânicas do corpo do homem. Essas partes mecânicas atendem uma necessidade adquirida, porém não são fundamentais num caráter vital. Claro que, com a mecanização e digitalização do mundo, o homem contemporâneo, para viver inserido dentro do sistema sócio econômico passa a adotar essas máquinas a ponto de não conseguir se desvencilhar um minuto se quer.
A medicina moderna já inseria máquinas para o controle do coração, e aos poucos para otimizar a audição, substituir membros perdidos ou não existentes, otimizando a tal ponto essas extensões do corpo, fazendo que elas tenham mais possibilidades que o pobre corpo homo sapiens sapiens.
Além de substituir falhas do corpo as máquinas se inseriram na vida do homem a tal ponto que transformou a sociedade num constante apertar de botões para todas as coisas, desde as mais banais até as mais complexas. O homo sapiens cyborg já não anda sem o celular, já não tem mais um nome, ele é um número, um endereço digital, uma identidade eletrônica um chip de cartão de crédito, um controle remoto. Aos poucos a humanidade se construiu e estendeu o seu corpo a ponto de poder se comunicar em quase tempo real há milhares de quilômetros de distância. O corpo do homo sapiens já não é mais suficiente para as necessidades da sociedade da informação, já está ultrapassado e é apenas utilizado como interface dentre essas extensões que agora já se tornam vitais e descontroladamente necessárias.
Carlos Eduardo Borrely Rios
caeborrely@yahoo.com.br
Nota do Editor
Caro Leitor,
A partir de hoje o "O Arteiro" contará também com colunas escritas por outras pessoas. A idéia é que as pessoas possam estar utilizando este espaço para divulgar idéias variadas sobre os mais diversos assuntos. Quem quiser publicar textos ou fotos em "O Arteiro" envie um e-mail para rafaelmunduruca@gmail.com. Os textos serão selecionados, e os mais legais serão publicados.
Rafael M.
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Terça-feira, Março 01, 2005
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[10:50 AM]
últimas em sampa
cinema em casa
Dançando no Escuro
 Do diretor Lars Von Trie, o mesmo de "Dogville" que sucedeu "Dançando no Escuro". Este filme é um drama musical que narra a história de Selma, uma imigante tcheca que tem uma doença genética que à deixa cega progressivamente. Seu filho possui a mesma doença, e por isso ela veio para os Estados Unidos no desejo de operar seu filho na idade certa e assim ele não ter o mesmo destino que ela. Para conseguir dinheio Selma engana os médicos "provando" que pode trabalhar em uma fábrica. Selma em função da doença cria a seu redor um mundo de sons, na verdade ela aguça sua sensibilidade auditiva e começa a ouvir música em todas as coisas. Um músical belíssimo que rendeu a cantora Björk, sua protagonista, a ganhar o premio de melhor atriz no Festival de Cannes em 2000.
andei lendo...
O Opositor
 Confesso que gosto dos livros de Luis Fernando Veríssimo. Com este não foi diferente. Apartir de uma iniciativa de sucesso que foi a série "Plenos Pecados", a editora Objetiva resolveu repitir a fórmula e lançou a série "Cinco Dedos de Prosa". "O Opositor" é o quarto livro da série e tem como narrador um jornalista paulista que vai para amazônia fazer uma série de reportagens sobre plantas alucinógenas e acaba conhecendo uma mulher chamada Serena que é meio índia, meio dinamarquesa. Juntos eles apreciam as ervas e entram em transe chega ao êxtase durante suas transas. Quando não está com Serena, o narrador está em um bar, onde conhece Josef Theodor, o Polaco. Este homem diz trabalhar em uma organização secreta que domina o mundo, seu função é exterminar as pessoas que incomodam o grupo, ele é o opositor. Carregado de suspense o livro desemboca nas águas do Rio Negro. Uma curiosidade legal, os capítulos tem nomes de frutas típicas do amazonas, e provavelmente desconhecida da grande maioria dos leitores.
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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
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[11:50 AM]
Cinema em casa
Invasões Bárbaras
 Ah um tempo atrás um velho amigo desse que agente faz de uma hora pra outra me disse que um dos filmes mais belos e sensíveis que ele já havia visto era "Invasões Bárbaras". Disse que já tinha ido 4 vezes ao cinema para assistir este filme e que em todas as vezes ele chorava. É incrivel como as emoções de nós, seres humanos, são manipuláveis. Mas o mais incrível é o quanto estar sensibilizado nos torna emotivos. "Invasões Bárbaras" foi precedido pelo "O Declínio do Império Americano", ambos tem suas histórias passadas no Canadá e são falados em francês. Ambos falam de emoções. De poder. "Invasões Bárbaras" se passa 16 anos depois do primeiro filme e é o reencontro dos amigos que estavam no primeiro. Intelectuais, revolucionários à sua época, hoje vivem os sabores e disabores do avanço da idade. O título remete ao ataque de Onze de Setembro aos Estados Unidos, e a história do filme trata exatamente sobre o orgulho. Meu amigo tinha razão em chorar.
Vagando por Sampa
Hoyts General Cinema - Shopping Internacional de Guraulhos
Meu Tio Matou Um Cara
 Mais um filme comercial da Globo Filmes. Depois do excelente "O Homem que Copiava", Jorge Furtado resolveu ganhar dinheiro. "Meu Tio Matou Um Cara" tem suspense, romance, triangulo amoroso, mulher gostosa e música bonitinha. Pronto para vender. Não posso negar que o trabalho tem qualidade cinematográfica. E a trilha feita por Caetano também foi muito bem estruturada. "Meu Tio..." conta a história de Duca, sobrinho de Éder, que diz ter matado um cara. No entanto, Duca desconfia que o tio é inocente e resolve provar. Para isso, ele recebe a ajuda de Isa, sua amiga de infância por quem é apaixonado e Kid, seu melhor amigo e namorado de Isa.
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Terça-feira, Fevereiro 22, 2005
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[11:01 AM]
Vagando por Sampa
Teatro SESC Anchieta - Sesc Consolação
O Homem que odiava a segunda-feira
 "O Homem que odiava a segunda-feira" é um espetáculo de dança contemporânea, que representa a união de três artistas de artes diferentes, oriundos de Araraquara (interior de São Paulo), Gilsamara Moura (bailarina e coreógrafa), Ignácio de Loyola Brandão (escritor - autor do livro "O Homem que odiava a segunda-feira") e Paulo Martelli (Músico Violonista - reconhecido internacionalmente). O espetáculo está sendo encenado pelo grupo Gestus (Araraquara) que tem a coreógrafa Gilsamara, à sua frente.
"O espetáculo é permeado por um tema recorrente: a comunicação (verbal e não verbal). Sendo assim, os questionamentos dos próprios integrantes do Grupo Gestus em relação à comunicação contemplam, dentre outras, as seguintes dicotomias: homem/mundo, corpo/ambiente, tempo/espaço, real/surreal." O espetáculo é dividido em cinco cenas baseadas nos contos do livro "O Homem que odiava a segunda-feira".
Assim como tudo que existe, nem sempre o que é legal para uma pessoa é legal para outra. Este espetáculo me emocionou de uma forma tão profunda que não há como, ou talvez eu não queira, explicar. Para mim, foi um espetáculo maravilhoso e que se ouveram falhas, foram encobertas pela emoção. Não há nele nada de extraordinário, nada que eu não tenha visto em um outro espetáculo de dança contemporânea. O que mexeu comigo foi a forma como ele foi apresentada e talvez o momento em que eu estou vivendo. Hoje é a última apresentação no SESC Consolação, às 21 horas. Se possível, não perca.
Fonte: Material de Divulgação
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Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
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[8:31 AM]
cinema em casa
História Real
O único filme com começo meio e fim do diretor David Linch. História real é um retrato lírico da real viagem de um homem através do coração da América. Alvin resolve visitar seu irmão após este ter tido um enfarto, só que o irmão mora longe e eles não se falam a dez anos. Filmado ao longo da rota de 260 milhas que Alvin Straigt percorreu em 1994, indo de Laurens, Iowa para Mr. Zion, Wisconsin, História Real conta as crônicas da odisséia de Alvin e das pessoas com as quais encontrou ao longo da travessia.
Os 7 Suspeitos
Baseado no famoso jogo "Detetive", este filme de 1985 é um misto de suspense e comédia. Para quem acha que o mordomo continua sendo o principal suspeito nos casos de assassinato, oferecemos a oportunidade de investigar sete outros possíveis criminosos e desvendar um grande mistério. Será que o culpado é o Coronel Mostarda? Ou terá sido a Dona Violeta, que se livrou da vítima com uma corda na sala de bilhar? Relaxe! Todos terão a oportunidade de tirar suas próprias conclusões conferindo, inclusive, três finais alternativos que compõem os extras.
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Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
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[7:36 AM]
Vagando por Sampa
Sesc Vila Mariana
Ceumar
 Então, sabe o Zeca Baleiro, aquele que diviviu apartamento com o Chico César e que canta umas músicas de mpb, um cara todo estranho magrelo, pois é, foi ele quem lançou esta mulher. Que nome estranho né, Ceumar. Ah, é o nome artistico, Ceumar = Céu e Mar. Juro que também não conhecia ela, uns amigos loucos por mpb me chamaram, eu fiquei meio resabiado, mas acreditei que não doeria assistir ao show dela, e não doeu, pelo contrário, foi muito bom. O Show contou, ainda, com a participação da Orquestra Sinfônica de Cordas de Curitiba.
Ceumar nasceu na serra da Mantiqueira, em Itanhandu, pequena cidade no sul de Minas. Quase toda sua família tinha algum tipo de ligação com a música, seu brinquedo de infância foi um piano, era impossível não escapar da música. Com 18 anos foi para BH e lá começou a cantar na noite, o que faz até hoje. "Cheguei em Sampa em junho de 95 pra inaugurar um bar na Alameda Tietê com uma banda. Já tinha na agenda o telefone de Zeca Baleiro e Chico César, pois desde os tempos de Beagá conhecia o som deles." Ela se encontrou com Zeca, foi desenvolvendo idéias, até que veio a vontade de lançar um disco, Dindinha, que aconteceu em 2000. Fez shows em vários lugares, inclusive na China. Três anos depois, lançou seu segundo disco, Sempre Viva.
Uma de suas músicas, "O Seu Olhar", fez parte da trilha sonora do filme "O Bicho de Sete Cabeças".
Avesso
Copmosição: Ceumar/ Alice Ruiz
PODE PARECER PROMESSA MAS EU SINTO QUE VOCÊ É A PESSOA
MAIS PARECIDA COMIGO QUE EU CONHEÇO
SÓ QUE DO LADO DO AVESSO
PODE SER QUE SEJA ENGANO, BOBAGEM OU ILUSÃO
DE TER VOCÊ NA MINHA
MAS ACHO QUE COM VOCÊ EU ME ESQUEÇO
E EM SEGUIDA EU ACONTEÇO
POR ISSO DEIXO AQUI MEU ENDEREÇO
SE VOCE ME PROCURAR EU APAREÇO
SE VOCÊ ME ENCONTRAR
TE RECONHEÇO...
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Terça-feira, Fevereiro 15, 2005
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[11:15 AM]
Cinema em Casa
Beto Brant
O Invasor
 Filme nacional, premiado em festivais nacionais e internacionais, "O Invasor" tráz para as telas do cinema uma tentativa de filme noir muito bem executada por Beto Brant. O filme mostra a relação entre Estevão, Ivan e Gilberto, amigos desde os tempos de faculdade, hoje sócios em uma construtora. O relacionamento entre eles sempre foi muito bom, até que um desentendimento na condução dos negócios faz com que eles entrem em choque, com Estevão, sócio majoritário, ameaçando deixar o negócio. Em ter para onde correr, Ivan e Gilberto decidem não correr o risco de ficar sem negócio então contratam um matador, Anísio, para assassinar Estevão e poderem seguir com o negócio como querem. Tudo seria perfeito, mas Anísio tem seus próprios planos de ascensão social e aos poucos invade cada vez mais as vidas de Ivan e Gilberto.
Ação Entre Amigos
 Em 1971, Miguel, Paulo, Elói e Osvaldo são amigos desde a época em que participaram da luta armada contra a ditadura militar. Juntos foram presos, torturados, perderam amigos e Miguel perdeu a namorada, que estava grávida. Vinte e cinco anos depois, os quatro amigos ainda se vêem e procuram não lembrar do sofrimento que passaram, até que Miguel descobre que o homem que os torturou, que era tido como morto, está vivo. Miguel leva os amigos em uma caçada ao Algoz e juntos vão descobrir o que três dos quatro nunca sonhou, entre eles existia um delator. Também com direção de Beto Brant
Vagando por Sampa
Praia Grande
Guilhermina
  Fim de semana na praia... O que mais eu poderia querer... Sol... Mar... Enfim... Eu e uma galera pegamos o carro e seguimos com rumo certo, Praia Grande. A Praia Grande é conhecida por ser calma, sem ondas fortes e por isso quase sempre infestada de pessoas com idade avançada, o que é verdade, no entanto, deu para se divertir muito.
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Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005
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[9:02 AM]
Vagando por Sampa
Top Cine - Av. Paulista
Os Sonhadores
 Preciso conhecer as outras obras de Bernardo Bertolucci. É com grande maestria que este filme é desenrolado, os enquadramentos de câmera surpreendem, a interpretação dos atores surpreende, a delicadeza com que a história é contada surpreende, a poesia das cenas de nudez surpreendem e o final surpreende. Enfim, um filme surpreendente. É a história de Matthew é um jovem americano que, em 1968, vai estudar em Paris. Cultivando sua paixão por cinema ele conhece os cinéfilos e irmãos gêmeos Isabelle e Theo, que vivem uma relação de extrema cumplicidade. Os três logo se tornam amigos, dividindo experiências e relacionamentos enquanto Paris vive a efervescência da revolução estudantil. O filme, para mim, foi uma homenagem de Bertolucci ao cinema. Vale muito a pena.
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Terça-feira, Fevereiro 08, 2005
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[8:27 PM]
Falta do que fazer... fazer arte
(Des)Considerações sobre o Carnaval
Todos os anos, no Brasil, é comemorado o Carnaval. O Carnaval é uma festa pagã onde todos os cristãos se reúnem para cometer os mais variados pecados com a consciência livre, afinal, sempre tem uma quarta-feira de cinzas para "lavar a alma".
Uma parcela da população aproveita o feriado prolongado (preferência nacional) para exercer a Preguiça estirados em esteiras em praias lotadas sob o sol escaldante ou ainda ficando os quatro dias praticamente o tempo todo dentro de casa saindo no máximo para pegar um cineminha (que é o meu caso). Alguns unem a preguiça a um outro pecado muito gostoso mas nada saudável, a Gula, passando os quatro dias a comer feito um animal, com pequenos intervalos para arrotos e cochilos. Um estranho grupo de pessoas, conhecidos como foliões consomem os outros pecados restantes em maior abundancia.
Alguns, Avarentos, penduram no máximo um colar de havaiano no pescoço e saem em folias de rua onde a massa se encontra, são os famosos pipocas, que saem atras dos trios elétricos fora do cordão de segurança. Outros, opostos ao anterior, gostam de desfilar soberbamente nas avenidas, com fantasias caras e ornadas de brilhos, ou ainda atrás de trios elétricos pagando uma fortuna por uma camiseta descartável para passar algumas horas pulando dentro da "segurança" dos cordões, ou ainda, pagando uma nota preta por um espacinho em um camarote onde mal lhe servem água.
Os pecados que por ironia do destino acabam sendo os mais engraçados estão quase sempre juntos, a Inveja e a Ira. Mulheres saem seminuas nas avenidas e invejam umas os corpos das outras, ou ainda os caras que invejam os amigos pelas namoradas gostosas. A Ira aparece quando uma siliconada encontra outra com mais silicone e menos celulite, ou ainda quando um cara deixa sua namorada por um caso de carnaval ou vice-versa.
Mas é inegável, o melhor pecado do carnaval e provavelmente o mais praticado é sem dúvida a Lúxuria. Afinal, se bacanal é o culto à Baco, o deus do vinho. Carnaval é o culto à carne. Será? Fui pesquisar para não falar besteira e descobri que o Carnaval surgiu como um culto à Dionisio, em função à colheita, à agricultura, ou seja à fertilidade.
Enfim, cultivando minha preguiça de carnaval, não tinha nada o que fazer e resolvi aprontar alguma arte... Aqui está. Que Kandinsky me perdoe por estar usando a imagem de seu quadro, que não tem nada à ver com carnaval.
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Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
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[6:50 PM]
Vagando por Sampa
Hoyts General Cinema - Shopping Internacional de Guarulhos
Os Incríveis
Existia um mundo no qual os Super-Heróis protegiam as pessoas, e tudo ia muito até que uma série de processos fez com que o governo tomasse a decisão de tirar de circulação os Super-Heróis e pagar à eles uma pensão anual para que vivam como pessoas normais. Entres eles estão o Sr. Incrível e a Mulher Elástico, que passam a ser conhecidos como Roberto e Helena Pêra. Quinze anos depois, eles levma uma vida pacata junto com seus três filhos. Roberto agora trabalha em uma empresa de seguros e luta para combater o tédio da vida de casado, o peso extra e a frustração de ser um Super-Herói inativo. Derrepente tudo pode mudar quando ele é chamado para uma missão.
Os Incríveis é surpreendente. Uma animação de 115min, a maior já produzida, que não cansa e que deixa um gostinho doce de quero mais. Seus conflitos e ações fluem com perfeição e as personagens são ótimas. Vale muito a pena.
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